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domingo, 21 de janeiro de 2018

Moeda Comemorativa do Descobrimento da América (1991)

Moeda comemorativa em prata
Parte integrante do programa pioneiro de emissão conjunta de moedas por Espanha, Portugal e países ibero-americanos, esta moeda foi cunhada por ocasião da passagem dos quinhentos anos da chegada da primeira frota de Colombo à América. Trata-se de cunhagem dedicada ao encontro de dois mundos, não apenas no sentido histórico da Era dos Descobrimentos, mas também no contexto das atuais perspectivas de uma aproximação positiva e crescente entre os países desses dois continentes. A moeda, em prata, teve uma tiragem de 40 mil exemplares. Seu valor facial é de 500 cruzeiros. Veja o exemplar abaixo:


Reverso 
Anverso

Exemplar: No anverso há a construção plástica parte da contraposição entre o Novo Mundo e a Europa. O novo se apropria de formas despojadas, geometrizadas, a exemplo do grafismo presente em cerâmicas pré-colombianas, inclusive a marajoara, característica do norte do Brasil. Esse recurso, sobrepondo-se ao espaço oceânico, representa a ligação entre os povos estabelecida pela troca de cultura artística. A presença européia é representada pela principal nau da frota de Cristóvão Colombo, a Santa Maria, cujo tratamento artístico é clássico, requintado, e utiliza vários planos. Incorpora-se a essa representação a rosa-dos-ventos, cujos raios, partindo de suas pontas, fazem alusão ao traçado das antigas cartas náuticas. No conjunto, a composição de círculos concêntricos sugere a forma de astrolábio. No reverso, analogamente à característica presente nas outras moedas, lançadas pelos diversos países que participaram do programa, a peça traz, ao centro, a representação das armas nacionais, rodeada pelos emblemas nacionais dos demais países emissores (Argentina, Bolívia, Colômbia, Cuba, Chile, Equador, Espanha, México, Nicarágua, Peru, Portugal, Uruguai, Venezuela e Brasil).

Chegada de Colombo na América em 1492, de John Vander

terça-feira, 26 de abril de 2016

5000 Cruzeiros (1992) - Bicentenário da morte de Tiradentes

Moeda de 5000 Cruzeiros
Inconfidência Mineira: Também conhecido como Conjuração Mineira, foi um movimento separatista ocorrido em Minas Gerais em 1789. Seu principal objetivo era libertar o Brasil do domínio português. O Lema da Conjuração era "Liberdade, ainda que tardia". Desde o século XVI, Portugal cobrava um imposto que ficou conhecido como Quinto, isto é, 20% de todo o ouro extraído deveria ser pago à Coroa. Com o passar do tempo, Portugal passou a cobrar todo o imposto atrasado, o que ficou conhecido como Derrama. Mineradores se rebelaram e organizaram uma conspiração contra a Coroa, com a intenção de formar uma República. O movimento foi delatado por Joaquim Silvério dos Reis ao governador da província, em troca de perdão das dívidas. Os revoltosos foram todos presos e condenados ao exílio em colônias portuguesas na África, exceto o alferes Joaquim José da Silva Xavier, mais conhecido como Tiradentes, que foi condenado à morte e enforcado. Seu corpo foi esquartejado e colocado em postes. Sua casa foi destruída e o terreno salgado, para que nada mais nascesse no lugar. Na ocasião do bicentenário da morte de Tiradentes, o Banco Central emitiu uma moeda comemorativa. Veja o exemplar abaixo:
Reverso (acervo pessoal)
Anverso (acervo pessoal)
Descrição: O reverso mostra a inscrição do valor facial (5000 cruzeiros) sob a palavra BRASIL, ladeados por uma corda, que simboliza o enforcamento. O anverso mostra a efígie da suposta imagem do Alferes, com as inscrições "LIBERDADE", "CIDADANIA" e "TIRADENTES", além da data comemorativa 1792 - 1992.

Retrato mais realista de Tiradentes
Tiradentes: Joaquim José da Silva Xavier (1746-1792) foi dentista, tropeiro, militar e ativista político que foi enforcado por causar agitação contra o governo de Portugal, por meio da inconfidência mineira. Atualmente é heroi nacional, graças aos ideiais positivistas da primeira República. Tiradentes foi condenado à forca. Executado e esquartejado, com seu sangue se lavrou a certidão de que estava cumprida a sentença, tendo sido declarados infames a sua memória e os seus descendentes. Sua cabeça foi erguida em um poste em Vila Rica, tendo sido rapidamente cooptada e nunca mais localizada; os demais restos mortais foram distribuídos ao longo do Caminho Novo. Arrasaram a casa em que morava, jogando-se sal ao terreno para que nada lá germinasse. O dia de sua morte, 21 de abril, é o único feriado nacional dedicado a uma pessoa. Pode-se observar que a sua imagem se assemelha a de Jesus Cristo. Provavelmente ele foi retratado dessa forma para que fosse dada uma aparência messiânica.

segunda-feira, 16 de março de 2015

100 Cruzeiros (1992)

Moeda do peixe-boi
Caras-pintadas: movimento famoso no Brasil no início dos anos 1990, onde milhões de jovens saíram às ruas com os rostos pintados em protesto aos acontecimentos dramáticos que abalavam o governo Fernando Collor de Melo. Em meio às graves denúncias de corrupção, o presidente clamou a população para protestar nas ruas e manifestar apoio ao governo. Ao contrário do que esperava, as palavras de ordem foram contra o governo. Veja mais sobre a moeda a seguir.

Reverso (acervo pessoal)
Anverso (acervo pessoal)

Descrição: O exemplar mostra em seu reverso o ano de cunhagem (1992), o valor facial (100 CRUZEIROS)  e a palavra BRASIL. O anverso mostra um peixe-boi marinho.

Peixe-boi: mamífero marinho pertencente à ordem dos Sirênios, que possui um nicho ecológico muito diversificado, utilizando-se de vegetais para sua alimentação e tendo sua distribuição relacionada a ambientes rasos de rios, estuários  e mares. O peixe-boi é integrante da família Trichechidae. No Brasil podemos encontrar duas formas do peixe boi, uma delas é o peixe-boi marinho (Trichechus manatus), tendo sua distribuição conhecida desde a região costeira da Flórida (EUA), Grandes Antilhas, México, América Central e presente também no nordeste brasileiro. A outra forma seria o peixe-boi amazônico (Trichechus inunguis), ocorrendo dentro do sistema fluvial do Rio Amazonas.
Peixe-boi marinho

Fonte: Infoescola

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

10 Pence - Reino Unido (1992)

Bandeira do Reino Unido
História: O Reino Unido (veja localização) é composto por quatro países (Inglaterra, Escócia, País de Gales e a Irlanda do Norte). O Reino Unido é uma monarquia constitucional e uma democracia parlamentar. A principal câmara do Parlamento, a Câmara Baixa (Câmara dos Comuns), é composta por 646 deputados eleitos por sufrágio universal, e a Câmara Alta (Câmara dos Lordes), por cerca de 700 membros, que são os Pares do Reino nomeados a título vitalício ou hereditário e os bispos. Existe também um Parlamento escocês, em Edimburgo, com amplos poderes regionais e uma Assembleia galesa, em Cardiff, com poderes mais limitados para as questões relativas ao País de Gales mas que pode legislar em certas áreas. O Reino Unido, país da revolução industrial, foi berço de muitos cientistas, entre os quais se destacam Isaac Newton e Charles Darwin. O fundador da economia moderna, Adam Smith, era escocês. A literatura inglesa conta com inúmeros poetas, dramaturgos, ensaístas e romancistas, que vão desde Geoffrey Chaucer, passando por Shakespeare e pelos seus contemporâneos, até uma série de escritores modernos como Doris Lessing, Prémio Nobel da Literatura, e J. K. Rowling, autora da série infanto-juvenil Harry Potter. A moeda corrente no Reino Unido é desde o século VIII a Libra Esterlina. 

Reverso (acervo pessoal)
Anverso (acervo pessoal)

Descrição: a moeda acima apresenta, em seu reverso, a inscrição do valor (NEW PENCE e 10), o Leão com a coroa, que simboliza a monarquia, o poder e a força. O reverso mostra a efígie com a face voltada para a direita da monarca Elizabeth II e a inscrição "D. G. Regina", abreviação de Dei Gratia Regina, que traduzido do Latim significa "Pela Graça de Deus, Rainha".

Rainha Elizabeth em 1992
Personagem: Elizabeth Alexandra Mary (1926 - ), também conhecida como Elizabeth II ou Isabel II, é a monarca e chefe de estado do Reino Unido da Grã Bretanha e da Irlanda do Norte, Antígua e Barbuda, Austrália, Bahamas, Barbados, Belize, Canadá, Granada, Jamaica, Nova Zelândia, Papua Nova Guiné, São Cristóvão e Névis, Santa Lúcia, São Vicente e Granadinas, Ilhas Salomão e Tuvalu. É também chefe da comunidade Britânica e governante suprema da Igreja Anglicana. Seu reinado acontece desde 6 de fevereiro de 1952, com a morte de seu pai George VI. Após sua coroação, foi a primeira monarca a visitar Austrália e Nova Zelândia. Presenciou alguns escândalos, principalmente sobre o conturbado casamento entre seu filho, o príncipe Carlos (ou Charles) e Diana. Como trineta da Rainha Vitória, a Rainha Isabel tem parentesco com chefes de Estados da maioria das casas reais da Europa e com os Imperadores do Brasil. Ela é prima de Alberto II da Bélgica, Harald V da Noruega, Juan Carlos I da Espanha e Carlos XVI Gustavo da Suécia, também como os antigos reis Constantino II da Grécia e Miguel da Romênia, além das antigas casas reais da Prússia/Alemanha e Rússia.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Moeda Comemorativa Eco 92 (1992)

Moeda comemorativa em prata
Exemplar: Esta moeda, hoje sem curso legal, com o valor facial de dois mil cruzeiros, cunhada de acordo com decisão do Conselho Monetário Nacional de novembro de 1991, tem característica comemorativa, registrando a oportunidade histórica de especiais estudos e decisões internacionais sobre o MEIO AMBIENTE E DESENVOLVIMENTO, tema da Conferência das Nações Unidas realizada no Rio de Janeiro em 1992. Seu valor facial era de Cr$ 2000,00 e sua tiragem foi de 30 mil exemplares. Seu reverso mostra um beija-flor e seu valor facial (2000 Cruzeiros). Seu reverso mostra o Pão de Açúcar, famoso cartão postal do Rio de Janeiro.
Reverso
Anverso

Eco 92: A Conferência das Nações Unidas Sobre Meio Ambiente, realizada entre os dias 3 e 14 de junho de 1992, tinha por objetivo principal conciliar o desenvolvimento sócio-econômico e a preservação dos ecossistemas da terra. A Conferência do Rio consagrou o conceito de desenvolvimento sustentável e contribuiu para a mais ampla conscientização de que os danos ao meio ambiente eram majoritariamente de responsabilidade dos países desenvolvidos. Reconheceu-se, ao mesmo tempo, a necessidade de os países em desenvolvimento receberem apoio financeiro e tecnológico para avançarem na direção do desenvolvimento sustentável. Naquele momento, a posição dos países em desenvolvimento tornou-se mais bem estruturada e o ambiente político internacional favoreceu a aceitação pelos países desenvolvidos de princípios como o das responsabilidades comuns, mas diferenciadas. A mudança de percepção com relação à complexidade do tema deu-se de forma muito clara nas negociações diplomáticas, apesar de seu impacto ter sido menor do ponto de vista da opinião pública.

Confrência na Eco 92
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